COLUNA PARA A REVISTA BIO DE JUNHO 2015

Revista BIO/ABES publica trimestralmente colunas sobre Gestão&Operação em serviços de água e esgotos.

CCO – Centros de Controle Operacional – aliados importantes para redução de perdas: A crise hídrica com sua origem e efeitos, é o assunto do presente e do futuro. De repente se descobriu que os mananciais estão de fato sendo usados além de seus limites, que as demandas estão fora de controle e que o combate as perdas não é a estratégia principal do Governo Federal que insisti no modelo de emendas parlamentares e PAC. Ou seja, obras novas e obras novas. Apesar de tudo, os operadores públicos e privados seguem buscando colocar em prática modelos de gestão dos sistemas de abastecimento de água que possibilitem maior controle e atuação rápida, na solução de problemas como vazamentos e variações hidráulicas nas adutoras, reservatórios e redes de distribuição. Os centros de controle operacional – CCO e suas outras denominações, são um grande instrumento a favor da maior eficiência operacional e controle. Apesar de ainda ser difícil vencer os importantes conselhos dos “Zé da Água” de cada cidade que relutam em transformar seus conhecimentos práticos em instrumentos de gestão, há uma mudança de hábitos acontecendo e tem muito a ver com o uso intensivo da tecnologia disponível via internet, telefonia celular e acesso a informação. Muito mais que uma tela colorida e interativa, em uma sala com um ou vários computadores com seus respectivos técnicos e supervisores, um CCO com seus relatórios e acompanhamento em tempo real é um forte instrumento de gestão e decisão. Enquanto telas emitem sinais e alarmes são tocados, os gestores podem atuar com precisão na redução das perdas e eficientização da operação, utilizando informações em tempo real dos CCO e analisando relatórios que permitem corrigir ineficiências operacionais e aumentar a produtividade dos empregados da empresa.

Ranking do saneamento: Mais uma edição do conhecido Ranking do Instituto Trata Brasil foi publicada agora em abril de 2015. Usando os dados auto declarados para o SNIS 2013, este documento também se mostra como um importante instrumento para um plano estratégico de gestão para o setor de abastecimento de água e de esgotamento sanitário. 100 municípios tem alguns indicadores associados a notas, que servem para mostrar as variações de um ano para outro, demonstrando se houve evolução ou regressão na busca de eficiência pelo prestador de serviço. Entre alguns comentários, pode ser citado que 86 municípios não apresentaram redução de perdas entre 2012 e 2013; apenas 8 possuem perdas inferiores a 15% e 11 estão acima de 60%; 88 tem cobertura com abastecimento de água superior a 80% e 40 estão com 80% de cobertura com coleta de esgotos. Apesar das reclamações quanto a divulgação dos dados se referir a 2013, quando se inclui no ranking a comparação com o ano anterior é possível avaliar se houve ou não avanço. O ideal seria ter em 2015 dados de 2014 processados e divulgados pelo SNIS, mas infelizmente ainda não se conseguiu manter a regularidade na coleta de dados junto aos operadores.

 

 

 

 

 

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