Modelos de gestão para serviços de saneamento: verdades e verdades; mitos e mitos.

Será que o novo marco regulatório, pelas mudanças que indica, será algo tão diferente do que existe hoje? Qual será seu impacto real no ambiente político?

Os escritórios TOLEDO MARCHETTI e AMEC – Álvaro Menezes Engenharia e Consultoria, se uniram no momento em que se aponta para o chamado “novo” marco regulatório do setor de saneamento como o grande marco na virada de qualidade dos serviços de saneamento, para discutir como a gestão dos contratos de concessão e de programa são fundamentais para que se implantem mudanças reais.

Não basta, a história das Companhias Estaduais de Saneamento mostra isto, ter dinheiro para investir ou modelos de gestão pautados em planos de resultados. Os modelos devem ser adequados as regiões e realistas, senão haverá uma espécie de “seleção natural”, com o fim dos municípios pequenos, distritos e povoados. Modelos de regionalização que expurgam áreas pelo número de habitantes não indicam futuro promissor para o saneamento e a saúde pública.

Este segundo programa tratou exatamente disto. A gestão pública, independente do operador ser público ou privado, sempre estará presente, portanto, avaliar modelos e gerenciar os que tem sustentabilidade social, financeira, de saúde pública e ambiental, é o desafio.

2 Comentários em “Modelos de gestão para serviços de saneamento: verdades e verdades; mitos e mitos.

Hilton Alexandre
5 de julho de 2020 em 11:13

Gostaria que me auxiliassem a entender como a divisão de regiões em lotes ou consorciados permitirá inserir os pequenos municípios pouco rentáveis no objetivo de universalização do saneamento. Parece bastante lógico que não temos tantos municípios lucrativos dentre milhares que dão prejuízo que permitirão manterem-se sem o subsídio cruzado das companhias estaduais e a limitação orçamentária das prefeituras locais.
Obrigado!

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Álvaro Menezes
6 de julho de 2020 em 23:08

Caro Hilton, o que se criou neste caso é um desafio com cara de jogo perdido, pois não precisa pesquisar muito para ver que, como você diz, há um grande contingente de municípios que precisarão de subsídios. Agrupar pode ser solução em alguns casos. Para mim, sempre pode haver solução se houver interesse em resolver. Abraços.

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